segunda-feira, 8 de setembro de 2014
Meu menininho independente.
O Morôni fez 2 anos e 5 meses dia 31 de Agosto. E algumas semanas antes eu comecei a etapa de fim de Cama Compartilhada.
O psicologo recomendou que falasse-mos pra Neuro sobre a dificuldade dele de dormir. E falamos. E também falamos que por aqui ainda rolava Cama Compartilhada. Falamos sobre como era necessario no nosso caso e a dificuldade que teriamos, pq afinal, nossa casa tem apenas um quarto.
Ela nos explicou da dificuldade que as crianças que tem terror noturno sentem, Explicou que não tem cura. E que quem tem terror noturno, consequentemente tem também sonanbulismo (isso ai, meu filho é sonambulo). Como eu disse, não tem cura, mas com o tempo as crises diminuem. Ela explicou bastante coisa bacana que nos fez entender melhor essa patologia (não é uma doença) e estabeleceu com a gente uma rotina de sono. Só que nessa rotina, teriamos que tirar a cama do Morôni de perto da nossa e se possivel separar nosso quarto (nosso quarto atualmente é bem grande. Podemos dividir e ainda ficaram com tamanhos bem confortaveis).
Meu marido ficou bem relutante sobre tirar o Morôni de perto da gente. Por mi nós chegariamos e já arrumariamos o quarto do jeito que era pra ser, rs.
Mas ele não queria, então não né? Até que um dia, acordamos e ele começa a empurra daqui, empurra de lá. Tira daqui e tira de lá. Perguntei oq ele estava fazendo e disse que estava arrumando o quarto pro Mori.
Sinceramente não me lembro que dia foi. Mas desde então a cama dele está separada da nossa.
O primeiro dia foi fácil. Muito facil. Deitei com ele na caminha dele, no cantinho dele, com as coisinhas dele. E ele dormiu uns 5 minutos depois, E a noite inteira sem acordar nenhuma vez.
No segundo dia, ele já não quis dormir na cama dele. Então trouxe ele para a minha e fiz ele dormir. Após ele pegar no sono, meu marido colocou ele na caminha. Dormiu mais ou menos. Acordou algumas vezes me chamando, mas não saiu da cama.
No terceiro eu me perguntei por que meu zeus eu fui inventar de tirar ele do meu lado. Dormiu na minha cama, marido colocou na cama dele. Acordou, veio pra minha cama. Dormiu, foi pra cama dele. Acordou, veio pra minha cama. Dormiu, foi pra cama dele. E assim foi por mais ou menos duas horas.
Ai decidi deixar ele dormindo comigo. Pra que eu fui fazer isso? Ele resmungou a NOITE INTEIRA. O tempo todo naquele chorinho, chamando a mamãe.
Foi uma das noites mais dificeis.
Mas nos mantemos firmes. Agora ele já dorme praticamente todas as noites na cama dele, sozinho. Algumas vezes dormindo ele me chama, mas eu fico olhando, se ele chamar mais de uma vez ou pior, se ele levantar, eu pego ele e coloco no meio da gente, Se não, continua lá - no começo, no primeiro resmungo colocavamos ele na nossa cama.
Cada dia que passa ele ta mais e mais independente e eu cada dia mais e mais apaixonada.
(Hoje começamos mais uma etapa, talvez a mais dificil de todas:Desfralde! Voltaremos com os episódios dos proximos capitulos)
sábado, 5 de julho de 2014
Consulta com a psicóloga.
Ontem a tarde nós fomos finamente a psicóloga. Depois de mais de um mês pra conseguir marcar.
Estava bem ansiosa, pq ultimamente tem sido particularmente difícil, por causa do desmame. Ele que nunca dormiu bem está horrível de se acostumar a dormir sem o peito.
Achamos que seria de muita ajuda mesmo.
Maaaaaaaaaas, para nossa surpresa, a psicóloga não atende crianças menores de 4 anos. Bom né?
Agora vamos ter que ir de novo na quinta feira, pra ver se outro pode atendê-lo e se não puder eu não sei nem oq fazer.
Essa clínica foi indicação do convênio. E só tem duas na cidade que estamos fazendo, depois só em Guarulhos e é longe pra caramba.
Não sei mesmo oq fazer.
Mas eu conversei um pouco com a psicóloga e ela disse que eu tenho que falar com a neuro do Morôni sobre o distúrbio do sono dele e adivinhem? Eu fui viajar e deixei o papel do retorno com meu querido marido, pra ele tentar marcar com ela. E oq aconteceu?
Ele perdeu.
É isso mesmo Brasil. Meu marido perdeu o papel do retorno do Morôni ;)
Então agora preciso ir pegar com a pediatra um novo encaminhamento na terça e na quinta preciso ir no novo psicólogo. Tudo isso em outra cidade.
Beleza né?
terça-feira, 6 de maio de 2014
Neuropediatra II (continuação)
E procuramos. Procuramos. Procuramos.
Passamos 2 dias procurando aqui na região, algum que atendesse criança de 1 ano. Todos eram acima de 7.
Eu não dormia, ficava monitorando o sono dele.
Foi um momento muito estressante. Eu estava muito nervosa e o Morôni percebeu isso. Me culpava o tempo todo.
Estava nervosa, estressada.
Pra conseguir marcar esse exame (particular também), foi um parto. NENHUMA clínica aceitava fazer o exame em uma criança de 1 ano, pq precisaria seda-lo, é só faziam com crianças a partir de 7 anos.
Consegui marcar em uma clínica que se chama GardienCor, aqui em Suzano - SP.
Fomos pra clinica, (meu filho tinha que estar em jejum e não me avisaram) e deram um hidrato de floral e esperamos meu filho dormir. E poderíamos estar esperando até hoje, rs. Ele simplesmente não dormiu. Já achei que ele tinha algum problema, rs. A menina ainda tentou fazer com ele acordado, más não deu certo.
Ela pediu pra gente voltar com ele em jejum, no primeiro horário e não deixar ele dormir durante o trajeto.
Fizemos tudo isso, ele tomou o hidrato e 5 minutos depois capotou. Fizemos o exame e foi tudo ótimo.
Depois de alguns dias retornamos ao médico e ele falou que meu filho não tinha problema nenhum, mas que deveria continuar tomando o remédio até completar 5 anos.
A verdade é que eu fiquei tranquila. Mas o tempo foi passando e eu me esquecia de dar o remédio. E ele nunca teve problema nenhum. Nenhuma convulsão. Nada.
Mas fomos e aqui eu conto como foi.
Mas resumindo, o Morôni não tem nada. Nunca teve nada. O problema dele é que a febre sobre muito rápido. E é aí que corre o risco de ter convulsões. Ele não precisa ser medicado, a menos que fique doente. Igual a toda criança. O único cuidado que tenho que ter é sobre febre. Ele tem que ser medicado assim que ficar febril. E quando estiver bem quente, não posso dar banho nele, pq como não pode subir rápido, não pode descer rápido a temperatura dele.
Mas como disse, ele é ótimo, saudável, inteligente. E é isso que realmente importa.
Esse mês eu retorno com a Dra. Lídia. E vai ser ótimo falar que ele não teve mais NENHUMA convulsão.
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Neuropediatra II
Aviso: Post Gigante.
Bastante gente me pergunta sobre o problema do Morôni.
Então vamos lá:
No dia 02 de maio (exatamente 1 ano), meu filho tomou as vacinas de 1 ano e Gripe.
Foram 3 picadinhas no meu pequenino. Ei.dei a de 1 ano bem atrasada, pq estava viajando e não tinha levado a caderneta.
Demos de manhã, e aguardamos pra ver se teria alguma reação. Ja eram 2 horas e ele não teve nada, e eu precisava resolver alguns problemas fora de casa.
Antes de sair, dei dipirona pro caso dele ter alguma dorzinha e resolvemos ir.
Na hora que estávamos no ponto de ônibus ele começou a ficar mais quentinho, mas ja estava.medicado e não nos preocupamos. Pouco depois ele começou a babar muito, muito mesmo. E a gente brincando com ele e ele sem reagir. De repente os olhos dele viraram e ele parou de respirar. Parecia morto no colo do meu marido. No desespero fomos direto pro Posto de Saúde que era mais próximo de onde estávamos, e eu não consegui ligar pra ninguém. Quando me lembro me da até vontade de chorar. O.celular na minha mão, meu marido falando pra ligar pra irmã dele nos pegar com o carro, e eu sem conseguir nem mexer no celular. Ele ficou uns 5 minutos assim.
Chegamos no posto, falaram que tínhamos que ter ido pro pronto socorro e blá blá blá. Falaram que era reação de uma das vacinas que ele tomou, mudaram a data da pediatra dele pro dia seguinte e nos mandaram pro Pronto Socorro.
E lá fomos nós.
Ele chegou ao PS com 39,5° e precisou tomar injeção de dipirona 3 vezes para baixar a febre.
O 3 médico que nos atendeu era Neuropediatra e disse que ele tinha tido convulsão. Saímos de la com uma receita e um encaminhamento.
No dia seguinte passamos com a pediatra e entregamos o encaminhamento. Ja tem 1 ano isso e meu filho ainda não foi chamado pelo SUS para passar no especialista.
Corremos atrás de um convênio para ele é no dia que fomos autorizados a usar o PS pra atendimento emergencial meu filho acordou doentinho. Febre baixa, e louco pra sair da cama, e eu tentando segura ao máximo.
Isso ja em Junho, acho que dia 15. Ele levantou da cama e foi correndo pra casa da Bisa e eu fui ao banheiro lavar as mãos que tinha trocado ele. De repente só escuto minha sogra, oq vc tem Morôni?
Quando eu vou ver ele tá tremendo inteiro. Teve uma crise de hipotermia.
Levamos ao PS e aquele médico filho da mãe disse que ele não tinha nada. Que ouvido bom. Garganta boa. Mandou medicar pra febre.
A noite estávamos deitados, com frio, confortáveis, ele mamando, tudo normal. De repente ele para de é revira os olhos e para de respirar. Ja corro com ele pra casa da avó dele, pra podermos ir ao PS. Chegando lá, ele estava com 40° . O médico sem nem ver a cara dele, se era preto ou branco. Sem perguntar se tinha alguma alergia, mandou dar injeção de dipirona. Ficamos lá fora, sem ver a cara dele até a febre baixar. Somente depois disso, passamos no consultório. E o médico na maior cara de pau me diz que EU tenho que pesquisar oq ele tem. Falei pra ele que por isso o levei ao PS e que queria que ele fizesse exame de sangue e urina pra descobrir oq ele tinha.
Fizemos os exames e fomos pra casa.
No dia seguinte chegamos cedo ao hospital. Passamos com um médico muito atencioso. Que viu os exames que EU pedi pro tal médico, examinou ele dos pés a cabeça e falou que ele estava com infecção de ouvido. E que estava muito inflamado, muito vermelho. Que não sabia como o(s) nobre(s) colega(s) do dia anterior não tinham enxergado isso. Me deu uma raiva tão grande.
Eu expliquei tudo oq tinha acontecido no dia anterior e ele né disse que havia sido convulsão que ele tivera novamente. E me encaminhou novamente pro Neuro e receitou pra ele o Gardenal infantil.
Como esse post ja ficou enorme, amanhã eu conto como foi a saga pra encontrar um neuropediatra e como eu me iludi com ele.
Beijos e até mais.
sábado, 29 de março de 2014
Meu pesadelo.
Morôni hoje está com febre. E não é febrinha não, é febrão de mais de 38°.
E todas as vezes que ele fica assim, eu me lembro das convulsões.
A primeira que ele teve, foi reação a vacina de 1 ano (ou da gripe). A segunda foi porquê ele teve a primeira.
Quando eu passei no primeiro neuropediatra, ele passou um remédio controlado, que parei de dar pra ele mais ou menos 3 meses depois que o médico receitou. Mas eu tinha o remédio como um escape. Todas as vezes que ele tinha uma febre, eu dava o anti convulsionante. E ficava tranquila. Dormia (mais ou menos) tranquila.
E hoje eu não estou nem um pouco tranquila. Estou fazendo ele dormir, mas o medo que sinto é enorme. Ele já está medicado, está com uma pequena infecção de ouvido e uma pequena infecção de garganta. Já comecei a dar o antibióticoe ja dei o anti térmico. . Mas ainda assim me bate aquele desespero. E se ele convulsionar de novo? Pior, e se eu não ver?
Por que é tão difícil esquecer?
Queria que meu Noni não precisasse passar por nada disso. E realmente é muito difícil pra mim. Não sai da minha mente como ele ficou naquele dia. Ele esta aqui ao meu lado, queimando e eu sem poder fazer nada. Sem poder tomar as dores dele pra mim.
O que està nas minhas mãos eu ja fiz. Agora só posso colocar nas mãos de Deus e deixar-lo fazer a vontade Dele.
Ç
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Neuropediatra
Sempre ouvimos dizer que médicos particulares tratam os pacientes melhor, afinal estão "recebendo" por isso e tal.
O primeiro neuropediatra que passamos era HORRÍVEL, eu no meu desespero, achei q era o melhor médico do mundo, pq medicou meu filho e disse que ele não teria mais convulsou por causa do remédio.
Só que depois de alguns meses ele tomando o remédio eu comecei a esquecer até que parei de vez e meu filho nunca mais teve nenhum problema, dai eu comecei a pensar, rs. Porq afinal a gente imagina que se uma pessoa tem convulsões e de repente não toma mais remédios, significa que é pra voltar a ter convulsões né?
Dai resolvi passar o Morôni de novo, e agora no convenio, afinal agora não era com tanta emergência né?
Passamos com a Dra Lídia, neuropediatra da SEISA que atente em Guarulhos.
E QUE DIFERENÇA!!